Tuesday, June 24, 2008

Atividade para 1/7/2008

Pessoal,

Aproveitando os recursos do Google, criei este blog especificamente para a nossa disciplina. Vamos usá-lo para uma atividade:
  1. Ler o artigo de Marcelo Gleiser intitulado "Mito ou Verdade?"
  2. Fazer uma pesquisa sobre este autor
  3. Escrever pelo menos um comentário neste blog sobre duas coisas: (i) o artigo à luz dos conteúdos que vimos discutindo na disciplina e (ii) a dimensão acadêmica do autor
Trata-se de um blog e, portanto, a discussão e o debate são bem-vindos desde que sejam feitos com base em argumentos técnicos.

A atividade vale nota e conta como carga horária. Somente serão consideradas válidas as respostas postadas até as 18:00 do dia 1/7/2008. Somente respostas válidas contarão como presença.

Alejandro

36 comments:

Marco Antonio said...

Querido Professor,

Eu não entendi a parte da atividade em que o sr. solicita a dimensão acadêmica do autor!

Agradeço a resposta desde já!

Alejandro C. Frery said...

Olá Marco Antonio,

Ao ler um artigo de opinião é bom saber quem é o autor. Neste caso, já que se trata de um artigo sobre ciência, sugiro verificar a formação acadêmica de Marcelo Gleiser, isto é, qual a formação, a produtividade científica e a atuação dele no meio acadêmico.

Alejandro

Ivan César said...

Pelas minhas pesquisas o autor do artigo, Marcelo Gleiser, Bacharelou-se em Física pela PUC, Mestrado na UFRJ e Doutorado na King's College London na Universidade de Londres, com especialidade em cosmologia e física teórica.
Possui fator h 25, possuindo mais de 95 artigos ISI com um somatório de 1624 citações.
Apartir desse dados, podemos concluir que ele obteve uma formação acadêmica em universidades conceituadas, e uma boa produtividade científica; pois de acordo com J.E Hirsch em "An index to quantify an individual's scientific research output", entre os físicos, um fator de h ~20 com 20 anos de pesquisa, é considerado como um cientista de sucesso.

Tamer said...

Além do que foi colocado por Ivan, vale à pena salientar que ele é professor e pesquisador de uma universidade norte-americana chamada Dartmouth College e ganhador de vários prêmios: em 1994 ganhou o prêmio Presidential Faculty Fellows Award; em 1995, ganhou o Dartmouth Award for Outstanding Creative or Scholarly Work. Mesmo com toda essa dedicação ao ensino ele também é escritor lançando o seu primeiro livro em 1997, chamado “A Dança do Universo” ganhador do prêmio Jabuti.

Messias Sampaio said...

O artigo é bem interessante, pois mostra um dos principais desafios da ciência, que é tentar explicar fenômenos naturais através de leis. Vemos que o autor do artigo mostra que a relação de simetria, que é estudada desde a Grécia Antiga, é utilizada para simplificar muitos estudos e que os muitos fenômenos naturais podem ser expressos em termos matemáticos. Mas para ele, “a avidez com que a idéia de unificação de tudo é buscada indica algo mais profundo”, ou seja, a simetria não é considerada como lei fundamental, que explique tudo que existentes na natureza.
Marcelo Gleiser, nascido no Rio de Janeiro em 19 de março de 1959 é um físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista. Graduou-se em Física (bacharelado) na PUC-RJ em 1981. Em 1982 fez mestrado na UFRJ e em 1986 terminou o doutorado em Física no King's College London pela Universidade de Londres. É membro da Sociedade Internacional de Estudos da Origem da Vida. É conhecido por trabalhos de divulgação da ciência, entre destacam livros, documentários e artigos. Recebeu o prêmio José Reis do CNPQ. Possui um fator h de 25.
Como vemos, Marcelo Gleiser é um pesquisador muito conceituado na comunidade científica, possuindo uma produtividade elevada, de modo a ter um fator h de 25 no ISI.

Alejandro C. Frery said...

Pessoal,

Pelo que foi colocado até agora poderíamos dizer que Marcelo Gleiser é uma estrela no cenário da física. Além disso, ele tem destaque como divulgador da ciência. Como é que uma pessoa consegue equilibrar-se entre esses dois mundos aparentemente tão distantes? Quais exemplos vocês podem mencionar de pessoas com esse perfil na Ciência da Computação? Em outras palavras, gostaria que a partir deste ponto a discussão fosse a seguinte: "Quem é o Marcelo Gleiser da Computação no Brasil e no mundo"?

Alejandro

Claudia said...

O artigo exalta a importância da geometria na descoberta da realidade.

Pelas minhas pesquisas, as produções de Marcelo Gleiser tendem a facilitar o acesso à ciência das pessoas que mais necessitam respostas. Portanto, ele tende a “unir” a religião à ciência e o ponto de união são as perguntas. Para ele, como a ciência “não é tão popular quanto deveria ser”, as pessoas tendem a se “refugiar” na religião.

Assim, este é um dos objetivos tencionados por ele, fazer da ciência acessível a todos; por este motivo, além de mais de 80 artigos científicos artigos científicos, publicou também mais de 450 colunas na Folha de S. Paulo e participou de programas como “universo do conhecimento” na tv cultura e “poeira das estrelas” na rede globo.

Como escritor, recebeu dois Jabutis (rêmio máximo da literatura Brasileira) e como cientista, recebeu da Casa Branca “presidential Faculty Fellows Award” pelas suas descobertas sobre o cosmo.

Sobre a vida acadêmica, Marcelo Gleiser é professor de Física e Astronomia do Dartmouth College, em Hannover (EUA). Tornou-se doutor pelo King's College na Inglaterra e fez parte da equipe de pesquisadores do Fermilab (Chicago) e Institute for Theoretical Physics (Califórnia). Tendo sido bolsista da National Science Foundation, da Nasa e da Otan.

No artigo, especificamente, ele explica a razão da ciência: Descobrir as leis básicas do universo. De onde, pra onde e, mais importante, por quê tudo acontece da forma que acontece. Além de exaltar a geometria e, principalmente, a simetria. Afinal, números são meras representações da realidade; conhecendo o fato e as leis que se seguem por ele, qualquer um poderia fazer cálculos sem números, apenas com raciocínio lógico. Geometria É raciocínio lógico, é a matemática aplicada à realidade.

Além disso, é natural acreditar que existe uma lei básica que todo corpo (matéria, ondas, campos, forças) deve seguir e que isto causa toda a movimentação e “criação” no mundo, há uma simetria na natureza. Lei esta que, se descoberta, representaria o fim (ou o começo?) da ciência.

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Claudia Cavalcante Fonseca

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Links utilizados para pesquisa sobre o autor:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=29054021
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Gleiser#Artigos_cient.C3.ADficos
http://br.geocities.com/marcelogleiser/
http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0072.asp

Marcos Pereira said...
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Marcos Pereira said...

Quanto ao artigo “Mito ou Verdade?”. Penso um pouco diferente da Claudia. Acredito que Marcelo Gleiser no artigo tenta colocar que por trás de toda essa diversidade do mundo exista uma ordem. Uma ordem que teria como essência a matemática, onde a geometria faria parte dessa essência. Além disso, Gleiser expõe também a busca do homem por essência matemática que ele chama de a “mente de Deus”.

Marcos Pereira

Tamer said...

Curiosidade é um instinto humano, querer saber a essência das coisas sempre foi e sempre será um grande mistério. Há varias tentativas de explicar essa incógnita, como cita no artigo, um das tentativas foi proposta por Pitágoras, que tentou explicar através de observações e estudos que a essência estava na matemática entre os números e suas relações. Do mesmo modo, muitos outros grandes pensadores com Platão, Galileu, Newton chegaram as suas próprias conclusões, tendo em comum a matemática. Marcelo Gleiser anos depois, com sua boa formação acadêmica, faz questionamentos sobre o que levaria tantas pessoas, tantos anos de dedicação a continuarem a pesquisar sobre as leis que ditam o nosso universo. Penso que Marcelo tenta nos passar uma idéia de que a essência vai além das tentativas de explicações ate hoje, mas que deixa bem claro que não há indícios de que ela exista.

Gabriela said...

Marcelo Gleiser disserta em seu artigo sobre uma questão que intriga a humanidade desde seu principio, sendo, até mesmo mola mestra de religiões no decorrer histórico, o porquê de tudo, as leis fundamentais, a última das explicações. Muitos autores se preocuparam com esse problema, a unificação do conhecimento dos processos naturais, e ao decorrer de suas vidas acadêmicas se dedicaram a essa questão. Para ele, o problema começa na Grécia, e adquire, ao mesmo tempo, uma conotação metafísica e outra física, pois, ao mesmo tempo em que se preocupam em descrever tudo o que ocorre, busca-se a essência desse acontecer. Assim fez Platão, o qual afirmava que a realidade empírica seria uma impressão errada dada por nossos sentidos, capaz apenas de produzir falsos conhecimentos, mas que pela abstração de características se chegaria, gradativamente, e passando pelo conhecimento matemático, a um conhecimento correto, metafísico, a raiz de razão, idéias, as leis gerais e universais. Logo, seguindo a teoria platônica, muitos tentaram, tal como Newton a propor suas leis fundamentais da mecânica alcançar esse conhecimento submerso na relação entre razão e empírico.

Ivan César said...

Prestem atenção, pelo que entendi o professor mudou o rumo da discussão, senão vai ficar repetitivo. Ou estou errado?
Em relação ao "Marcelo Geisel da Computação", posso citar o Andrew Stuart Tanenbaum, que apesar de ter formação em Física, é um grande pesquisador na área de sistemas operacionais e organização de computadores, com fator h 13 (sem os trabalhos na física possui fator h 11), muito conhecido como inventor do Minix, um kernel UNIX com fins educacionais, livros dos mais referenciados em diversas áreas da computação e apresentador da série de documentários Beyond 2000, onde eram apresentadas várias inovações tecnológicas.

Rian Gabriel said...

Uma frase que eu achei muito interesante no artigo foi: "O ápice do conhecimento, a coroação da razão humana, seria revelar o plano da Criação". Eu discordo da Cláudia quando ela diz que ele tende a “unir” a religião à ciência, acredito que não deve haver meio de unir religião à ciência, já que chegando ao ápice do conhecimento, abalará com a base da religião.

Algo que me deixou muito curioso foi o fato do Marcelo publicar em periódicos como:
PHYSICAL REVIEW C
PHYSICAL REVIEW D
PHYSICAL REVIEW E
Essas letras têm algum significado? São os mesmos periódicos?

Quanto ao Marcelo Gleiser da Computação além de Tanenbaum, eu citaria Tim Berners-Lee que apesar de ter um fator h 4 é considerado o maior genio vivo da humanidade e possue um artigo com 431 citações

Obs:
Gleiser chegou a 1625 citações.

Marcos Pereira said...

Apesar de concordar com Rian de que Tim Berners-Lee é realmente um grande gênio, acredito que Andrew Stuart Tanenbaum seja o “Marcelo Geisel da Computação” atual. Tanenbaum já deu grandes contribuições para computação e provavelmente dará muitas outras.

Além do que Ivan já citou, Tanenbaum também já recebeu grandes prêmios como, por exemplo, o ACM CSE Outstanding Contributions to Computer Science Education Award ( 1997), TAA McGuffey Award(2003) e foi vencedor do IEEE James H. Mulliganl.

Marcos Pereira

Marco Antonio said...

Marcelo Gleiser, como citado acima por meus colegas de classe, possui um ótimo curriculo, recebeu vários prêmios, fez várias publicaçõe e possui um ótimo fator h.

Como podemos perceber pelo artigo, que foi publicado na Folha de São Paulo e pelo modo que ele expõe o assunto a ser abordado, ele consegue fazer com que a discussão não seja tão específica e faz com que leigos na física se interessem pelo assunto.

Resumindo, Gleiser é um físico que consegue fazer contato direto com o mundo e escreve muito bem.

Marco Antonio said...

Bem, fica meio díficil definir "Marcelos Gleiser" da computação, todas as figuras em que ouvimos falar a maioria estão mortas, como John Von Neumann, Alan Mathison Turing.
Eu tenho um apreço por Marvin Lee Minsky, autoridade em I.A., ganhador do Turing Award 1969 (Nobel da Computação)e ainda hoje com 80 anos continua na ativa.

Tamer said...

Acho que poderia citar como o “Marcelo Gleiser” da computação, o renomado cientista da computação, Donald Ervin Knuth, conhecido também como o pai da analise de algoritmos e também com o criador do Tex. Ele possui mais de 140 artigos, fator-h 23 e tem mais de 2.700 citações.

wgmlima said...
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wgmlima said...
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wgmlima said...

Acrescentando a discussão; Marcelo Gleiser possui em seu currículo as seguintes Honors and Awards

* Essay "Emergent Realities in the Cosmos", selected to appear in the anthology "Best American Science Writing 2003", ed. Oliver Sacks (W. W. Norton, New York, NY 2003).

* Winner of the 2002 "Jabuti Award", for my book "The Prophet and the Astronomer".
http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0393049876/qid%3D1021580921/ref%3Dsr%5F11%5F0%5F1/103-3913395-0583054

* Winner of the 2001 Jose Reis Award for the Public Understanding of Science, granted by the National Research Council of Brazil.

* FELLOW of the American Physical Society, Division of Astrophysics

* Winner of the 1998 ``Jabuti Award'', a literary award from Brazil, for my book "The Dancing Universe".

* 1995: Dartmouth Award for Outstanding Creative or Scholarly Work

* 1994-1999: Presidential Faculty Fellows Award from the National Science Foundation and the White House.

Como também é membro de:

* The American Physical Society
* International Society for the Study of the Origin of Life

## Link p/ o grupo "Cosmology, Gravitation, Field Theory" http://www.dartmouth.edu/~cosmos/research.htm

vale a penda dar uma passada!!!

Willian said...

Como já foi bem mensionado, Marcelo Gleise é um renomado pesquisador na comunidade científica, com um alto número de fator h e citações. Marcelo Gleise se apóia na física para explicar os fatos e assim possuindo uma exemplar produtividade científica. Acho que muitos físicos se inspiram nele, assim como em Newton e Pitágoras. E como acadêmico da área de computação, a pessoa em quem me inspiro e considero o Marcelo Gleise da Computação é o Andrew Stuart Tanenbaum que possui uma grande produtividade na computação, com alto fator h, conforme mensionou o Ivan, e diversos livros, os quais utilizamos como fonte de estudo. Além de ser o inventor do Minix, um kernel do UNIX, que foi posteriormente aprimorado por Linus Torvalds, surgindo o Linux. Linus Torvalds também é alguem em quem podemos nos inspirar, por ser o criador de um Sistema operacional que é uma ferramenta fonte de várias publicações científicas por diversos pesquisadores da computação.

Evellyn said...

Acho que não tenho mais nada a acrescentar sobre este grande nome da física, Marcelo Gleiser, mas gostaria de deixar um reflexão sobre seu artigo... Em "Mito ou Realidade", Gleiser apresenta-nos a forma como a ciência tenta desvendar o mundo: através da simetria da geometria. Mas nos faz pensar se é realmente possível encontrar as leis fundamentais de tudo. A maneira como se constrói a ciência atualmente está correta? Traz-nos um pouco também sobre a sede humana de conhecer o mundo em sua totalidade e como conseqüência na nossa incapacidade de mesmo saber se estamos no caminho correto. Seremos capazes de desvendar a "mente de Deus"? E se hoje descobríssemos que nossos estudos não são válidos. Coloca-nos a "fragilidade da ciência", aquilo que discutíamos nas aulas: só precisamos de um caso contrário para refutar uma teoria, mas nunca poderemos provar efetivamente que ela é verdadeira.

Evellyn said...

Sei que mudamos o foco mas...

Disse anteriormente que não tinha nada a acrescentar sobre Marcelo Gleiser, mas fazendo uma pesquisa percebi que ele além de um cientista renomado, é um professor diferenciado, "que todo mundo gostaria de ter". Procura inserir seus alunos na história, contando episódios sobre ciência e vida dos cientistas, utiliza demonstrações e demonstrações e experiências em laboratórios, faz metáforas para falar sobre algum assunto mais complexo...

Aqui tem uma entrevista bem interessante: http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0072.asp

"Do mesmo modo que você vai ao teatro assistir a uma ópera sem saber ler uma partitura ou tocar um instrumento, não precisa saber matemática para apreciar a beleza das idéias científicas." Gleiser

wgmlima said...

No artigo Mito ou Verdade, Marcelo Gleiser discute sobre as leis fundamentais que representariam a diversidade ilusória, causada pelos sentidos, da natureza. Simetria seria esta representação, a qual vem sendo estudada ao longo da história por grandes cientistas e filósofos, com base na matemática e na geometria.

Marcelo Gleiser comenta que as boas aproximações da Simetria têm ajudado bastante a ciência, apesar de não comprovada a Simetria devido a sua sutileza ou pela não existência da mesma. Talvez seja necessária a criação de nova(s) ciência(s), complementando as existentes, podendo assim comprovar definitivamente a existência ou não da Simetria

Claudia comenta que se comprovada a Lei da Simetria, seria o fim ou o começo da Ciência. Eu prefiro pensar em uma evolução!!

"Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

wgmlima said...

Existe um premio que é conhecido como o "Prêmio Nobel da computação", A.M.Turing Award. Creio que o “Marcelo Gleiser da computação” deve (ou deveria) estar na lista de ganhadores deste premio. OS ganhadores nos últimos 8 anos são:

* 2000 - Andrew Chi-Chih Yao - Em reconhecimento pela sua contribuição fundamental para a teoria da computação, incluindo a teoria (complexity-based) da geração de números pseudo-aleatórios, criptografia, e complexidade da comunicação.

* 2001 - Ole-Johan Dahl and Kristen Nygaard - Por idéias fundamentais para o surgimento da programação orientada ao objeto, por meio do projeto das linguagens de programação Simula I e Simula 67.

* 2002 -Ronald L. Rivest, Adi Shamir and Leonard M. Adleman - Por sua engenhosa contribuição em fazer uso prático da criptografia de chave pública.

* 2003 - Alan Kay - Pelo pionerismo em muitas da idéias da raiz das atuais linguagens de programação orientadas a objeto, liderando o grupo que desenvolveu o Smalltalk, e por contribuições fundamentais para a computação pessoal.

* 2004 - Vinton G. Cerf and Robert E. Kahn - Pelo trabalho pioneiro em internetworking, incluindo o projeto e implementação do TCP/IP , protocolo de comunicação base da Internet, e por inspirar liderança em networking (trabalho de rede).

*2005 - Peter Naur - Pela contribuição fundamental para o projeto das linguagens de programação e definição do Algol 60, e projeto de compilador, a para a arte e prática da programação de computadores.

*2006 - Frances E. Allen - Pela contribuição que aumentaram o desempenho dos programas de computador resolvendo problemas, e acelerando o uso de computação de alto desempenho.

*2007 - Edmund M. Clarke – Por seu trabalho ao desenvolver o Model-Checking resultando em uma tecnologia de verificação altamente efetiva , largamente adotada nas industrias de software e hardware

fonte: http://awards.acm.org/homepage.cfm?srt=all&awd=140

Com exceção de Marvin Lee Minskye e Donald E. Knuth, na lista de prêmios entregues (1966-2007) não consta os cientistas citados anteriormente ( Andrew Stuart Tanenbaum, Tim Berners-Lee, Linus Torvalds). Não estou desmerecendo o trabalho e as descobertas dos mesmos, só afirmo que as contribuições de um “Marcelo Gleiser da computação” devem ser duradouras e ter importante aspecto para o campo da computação. Sendo esta o principal aspecto avaliado no premio A.M.Turing Award

Ivan César said...

Discordo na questão de prêmios, pois um "Marcelo Gleiser da Computação", não seria apenas um grande pesquisador, mas sim um que seja também divulgador da ciência.
Como discuti anteriormente sobre Tanenbaum, ele além de publicar vários livros importantes, que tanto utilizamos em nosso aprendizado, criou por exemplo o sistema Minix com fins de ensino e outras contribuições que auxiliem outras outras pessoas a entender mais sobre a área.
Ele pode não ter ganho um Turing, assim como o Marcelo não ganhou um Nobel, mas fica validado por essa característica apontada acima.

wgmlima said...

perdão! devido a não edição do meu perfil do Blogger, por pensar que estaria vinculado a conta do gmail, minha identificação nos comentarios saiu como wgmlima

Ass: Williamson Goulart

Evellyn said...

Lembrei-me da nossa discussão em sala sobre a lógica fuzzy e fui pesquisar um pouco sobre seu criador: Lotfi Zadeh. Ele possui um fator-h 33 e 17000 citações, com 145 publicações no ISI.

Vilker Tenório said...

Ao meu entendimento, o artigo trata de um assunto muito polémico,o mito que a natureza é uma coisa homogénea e a busca sobre a constância que envolveria toda ela, é bem verdade que a menina que o tempo passa, cada vez mais os mitos são derrubados, coisas que eram tidas como "fenómenos divinos" hoje em dia tem sua explicação, mas ainda sim, estamos longe de desvendar o segredo que a natureza nos trás, muitos já arriscaram a sugerir que o único modo de se atingir a "verdade universal" seria através da matemática, mas isso não é uma regra, então o que nós resta e pesquisar e tentar chegar o mais próximo o possível dela.

O autor do artigo em questão, é uma referencia na área da física, ele actualmente é professor de física teórica no Dartmouth College, não possui currículo lattes, mas tem fator h 25, neste ano, tem um artigo ISI publicado (
Bubbling the false vacuum away), de acordo com o gráfico do ISI, é um pesquisador bastante ativo, com uma constância de publicações muito boa.

wgmlima said...

Bem aprendemos em Metodologia da Pesquisa Científica que devemos comparar a produtividade e o reconhecimento do trabalho quando comparamos dois ou mais profissionais!

bem, vamos fazer a seguinte analise:

Andrew Stuart Tanenbaum possui fator h=11

A média do fator h = 17,65
de uma amostra aleatória composta por 15 ganhadores dentre os 41 (desconsiderando as discrepâncias ) (Assunto de estatística)

creio que a diferença de 5,35 seja bastante relevante na área da computação.

Adoro a literatura Tanenbaum. Recomendo o todo mundo, mas não o considero um “Marcelo Gleiser da computação” baseado nos argumentos aqui apresentados

Ass: Williamson Goulart Mendes de lima

wgmlima said...

o Marcelo Gleiser possui um fator H=8
caso eu esteja enganado perdão, do contrario, aconselho a utilizarem melhor os filtros do ISI. De vez em quando eu também me confundo com os resultados do ISI

Abraços!!!

Willian said...

O artigo comenta que o ápice do conhecimento seria revelar o plano da criação. Ou seja conhecer a "mente de Deus". Logo em seguida Marcelo pergunta que Deus é esse? Afirmando que não pode ser o Deus judáico-cristão. É certo que, como Tamer comentou, ao nos aproximarmos da ciência, nos afastamos de questão religiosas, que envolvem Deus. Mas é complicado se falar de "plano da criação" sem falar no Deus judaico-cristão. Até porque é uma teoria usada para abordar o surgimento do universo confrotando com uma teoria cientifica o "Big Bang". Se é desejado saber a "mente de Deus", e o "Big bang" é um evento ocasionado sem nem um planejamento, fica complicado querer entender esse "Deus". Dessa forma a ciência, apesar de alguma forma não aceitar a existência de uma entidade divina, de alguma forma quer conhecer a mente de alguém, que até o momento desconhece, e aos poucos está se aproximando de procurar explicar o porque das coisas através de Deus. E no final Marcelo conclui: "No curto espaço dessa coluna, afirmo apenas que ela é diferente da idéia de que simetrias são boas aproximações para descrever o mundo natural. Não encontramos (ainda) indícios de que ela exista. Talvez porque seja mesmo muito sutil, ou talvez porque seja uma ilusão, um mito.". E pergunto novamente o que Evelyn já perguntou: Será que o método de se fazer ciência está correto?

Lucas Miranda said...
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Lucas Miranda said...

Bom a respeito desse grande nome da ciência, Marcelo Gleiser, fica difícil para eu mencionar algo a mais em seu currículo além dos fatos já mencionados por meus colegas.

A respeito do artigo discordo da Claudia, conseqüentemente concordo com o Rian, quando ela fala que o autor tenta "unir" a religião com a ciência. Pois Marcelo Gleiser cita em seu artigo que a descoberta das leis que estão por trás de tudo o que existe na natureza, seria equivalente a conhecer a "mente de Deus", isso, em minha opinião, geraria enormes problemas entre religião e ciência.

Paulo said...

Ao meu entendimento sobre o artigo Mito ou Verdade, mais do que buscar explicações do mundo através de leis, como o Messias colocou, o autor tenta encontrar um ponto em comum sobre as verdades do universo. Assim como seus propósitos são de buscar "as leis que ditam desde a origem do universo", também de encontrar o princípio de tudo, assim como alguns físicos se propõem.

Também discordo da Claúdia ao colocar que ele tenta unir Ciência e Religião. São Pontos de vista diferentes, assim como colocado em sala de aula. Primeiramente porque Ciência não possui uma única definição e seu conhecimento pode ser refutado a qualquer momento. Já a Religião não busca enunciados teóricos que possam ser provados, nem tão pouco admite que seus dogmas possam ser refutados.

Quanto aos divulgadores da computação, já foram citados Tanenbaum e Lee. Além disso, já foi colocado o Prêmio Turing Awards (o "Nobel da Computação"). Mas esqueceram de falar do próprio Alan Turing, importantíssimo nome na Computação.

Alan Mathison Turing foi responsável pela criação de um modelo formal que pudesse resolver operações computacionais. Mais tarde montou um teste para comprovar a inteligência artificial de um computador, que viria a ser conhecido como a Máquina de Turing. Além disso, Turing também foi responsável pela produção do Colossus, uma enorme máquina capaz de detectar códigos na 2ª Guerra Mundial.

Quanto aos demais divulgadores ou pesquisadores podemos citar:
*Steve Jobs (co-fundador das empresas de informática Apple Inc, Next e Pixar);
*Alan Kay (um dos desenvolvedores do SmallTalk);

Lucas Miranda said...

Em relação à questão de "quem seria o Marcelo Gleiser da computação" concordo plenamente com o Ivan. Pois além de um ótimo pesquisador, inventor, ou possuir um excelente currículo, Marcelo Gleiser também era um divulgador da ciência estudada por ele, como citado por Marco ele transmitia muito bem seu pensamento fazendo com que até leigos se interessassem no assunto, por isso indico Andrew Stuart Tanenbaum para o cargo de "Marcelo Gleiser da computação", pois possui características semelhantes, na computação, as de Marcelo Gleiser, na física.